Água não escavou canions de Marte
Cientistas dizem que universo tem 14 bilhões
de anos
Como ter tanta certeza de que o homem moderno nada
herdou geneticamente homem de Neanderthal
Curiosidades sobre o calendário
Estudo mapeia cérebro de beija-flores
Físicos descobrem a partícula tau-neutrino
Planetas para todos os lados
Inteligência mapeada: Lobo frontal do cérebro
O segredo mortal do Ebola foi desvendado
Veneno de lagarta ativa coagulação sangüínea
Você conhece a sua língua?

Água não escavou canions de Marte
Os gigantescos canions de Marte foram escavados não
pela água, mas por um equivalente gelado dos rios de cinzas que ajudaram a destruir
Pompéia, disse um geólogo australiano.
Se ele estiver certo, isto significaria que Marte foi fria e seca - e
provavelmente desabitada - pelos últimos 3,5 bilhões de anos, bem mais do que a maioria
dos cientistas acredita.
Segundo Nick Hoffman, da La Trobe University, em Melbourne,
"fluxos de densidade", similares aos jatos de gás, cinzas e cascalho que às
vezes surgem de vulcões terrestres em erupção, erodiram a superfície de Marte. Tais
fluxos podem viajar a enormes velocidades e cobrir vastas distancias. Para Hoffman, o
colapso do instável terreno marciano liberou dióxido de carbono liquido, que foi
encerrado no subsolo. Rapidamente vaporizado pela pressão, parte do liquido formou nuvens
de gás e gelo seco, alem de água gelada, poeira e cascalho.
Essas nuvens varreram as encostas, escavando canais sem água. n (Jornal
o Estado de São Paulo).
Cientistas dizem que universo tem 14 bilhões de
anos
Pesquisa feita por astrônomos da Universidade de
Cambridge indica que o universo tem 14 bilhões de anos. Os cientistas chegaram a este
número utilizando cinco técnicas diferentes, desenvolvidas em Israel e nos EUA.
Quatro desses métodos concluem que a idade do universo é de
aproximadamente 14 bilhões de anos, com uma margem de erro de 2 bilhões de anos. Estudos
anteriores apontavam números entre 10 e 20 bilhões de anos.
A determinação da idade do universo é importante para o cálculo da
vida das estrelas, da estrutura das galáxias e da expansão do Cosmo.
Para o término do trabalho dos cientistas, ainda falta ser
resolvido o conflito entre alguns dados. n (Revista
Época) .
Planetas
para todos os lados
Astrônomos não param de descobrir astros
fora do Sistema Solar!
Responda rápido: quantos planetas além da Terra
você conhece?
Só nossos oito vizinhos do Sistema Solar? É pouco! Os astrônomos,
até o começo de agosto, conheciam 41. No último dia 7, durante um encontro
internacional na Inglaterra, anunciaram a descoberta de mais dez! E tudo indica que ainda
há muitos outros para serem encontrados...
Os astros recém-descobertos fazem parte de diferentes sistemas solares
- isto é, de conjuntos de planetas girando ao redor de uma estrela. A Terra também
participa de um e tem oito vizinhos: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano,
Netuno e Plutão. Os astrônomos já descobriram alguns sistemas solares espalhados pelo
universo, mas nenhum tão grande quanto o nosso. Depois dele, o maior sistema solar
conhecido possui apenas dois planetas!
A estrela Upsilon Andromedae é uma das poucas que tem mais de
um planeta em sua órbita. Entretanto, não foi essa a descoberta que mais chamou a
atenção dos astrônomos, mas sim a de um planeta bem próximo à Terra. O novo astro
ainda não tem nome. Ele é mais ou menos do tamanho de Júpiter, o maior planeta do nosso
Sistema Solar, e gira em torno de uma estrela chamada Epsilon Eridani, que fica logo ali,
a 10,5 anos-luz (ou 100 trilhões de quilômetros) da Terra. Achou muito? Para os
astrônomos, é como se estivesse na esquina. Ou, como disse um deles, "é como se
encontrássemos um planeta no nosso quintal"!
Descobrir planetas não é fácil: como eles se localizam próximo a
estrelas, não é possível enxergá-los diretamente pelos telescópios. Planetas são
astros que não têm luz própria e, por isso, são ofuscados pelas estrelas ao redor da
qual giram. Para identificá-los, os astrônomos precisam observar cuidadosamente o
movimento de uma estrela. Se algum planeta estiver girando em torno dela, ela é
ligeiramente "puxada" para a frente e para trás, como em um
"cabo-de-guerra espacial" provocado por forças chamadas de atração
gravitacional. Quando os astrônomos descobrem variações no brilho de uma estrela, eles
podem deduzir que existe um planeta em órbita e conseguem calcular sua localização e
sua massa. Por enquanto, os cientistas só conseguem encontrar planetas maiores que o
nosso, porque eles exercem forças mais intensas sobre as estrelas em torno das quais
giram. Mas métodos novos estão sendo desenvolvidos e os pesquisadores esperam que seja
cada vez mais fácil encontrar planetas.
Assim, pode ser que, no futuro, acabem descobrindo um irmão da
Terra perdido pelo espaço... n (Revista Ciência Hoje) .
"Como ter tanta certeza de que o homem moderno nada
herdou
geneticamente do homem de Neanderthal?"
Leitores do Jornal da Ciência respondem:
1) Mensagem de Enezio E. de Almeida Filho (e-mail:
<neddy@uol.com.br>):
"A certeza de que o homem moderno nada herdou geneticamente do Homo
neanderthalensis foi verificado pela análise genética do mtDNA (DNA mitocondrial -
porção passada de mãe para filhas sem contribuição paterna) de fóssil de criança
neanderthal (de cerca de 29 mil anos) comparada ao material genético de humanos modernos
de diversas etnias. As diferenças nas seqüências de mtDNA são tão grandes que um
ancestral comum das duas espécies somente poderia ter existido entre 365 mil a 850 mil
anos atrás. (Igor V. Ovchinnikov, I.V., A. Gotherstrom, G. P. Romanovakk, V.M.
Kharitonov, K. Liden e W. Goodwin, in "Molecular Analysis of Neandertal DNA from the
Northern Caucasus", Nature 404 (2000): 490-493.)
Recentes pesquisas de mtDNA indicam origem recente da espécie humana
há 150 mil anos e a análise do cromossomo Y em torno de 50 mil anos. Reforça a
conclusão que o Homo neanderthalensis não contribuiu para o gene pool humano.
(Patricia Khan e Ann Gibbons, in "DNA from an Extinct Human", Science, 277 (97);
176-178. I. Simon Whitfield, John E. Sulston, e Peter N. Goodfellow, in "Sequence
Variation of the Human Y-Chromosome", Nature, 378 (95), 379-380.)
Além disso, o exame de mais de uma dúzia de crânios de Homo
neanderthalensis pelos antropólogos americanos Ian Tattersall e Jefrey Schwartz
revelou ossos e cavidades nasais maiores do que dos seres humanos modernos e sem os dutos
lacrimais. Diferenças anatômicas nada desprezíveis em termos evolutivos.(Jeffrey H.
Schwartz e Ian Tattersall, in "Significance of Some Previously Unrecognized
Apomorphies in the Nasal Region of Homo Neanderthalensis", Proceedings of the
National Academy of Sciences USA, vol. 93 (96), 10852-10854.Jeffrey T. Laitman, et al., in
"What the Nose Knows: New Understandings of Neanderthal Upper Respiratory Tract
Specializations", Proceedings of the National Academy of Sciences USA, vol. 93 (96),
10543-10545.)
Embora haja semelhança do genoma humano e os demais animais superiores
e inferiores, há controvérsia sobre o que isso realmente significa. Qual é a relação
entre o DNA e a morfologia? A decodificação do genoma humano (ainda infante para
decifrar o mistério dos mistérios) em nada alterará as conclusões daqueles estudos. A
análise genética do mtDNA de um fóssil de Homo neanderthalensis (mil anos antes
da extinção daquela espécie) demonstrou não ter havido contribuição alguma para o
gene pool da espécie humana".
2) Mensagem do analista consultor, Alexandre P. Cabral de
Medeiros
(e-mail: <medeia01@acnielsen.com>, fone: (11) 7922-1000):
"Atento à pergunta acima", também pergunto:
Como pode ser tão preciso o mapeamento de fragmentos genéticos
tão antigos extraídos de fósseis? Quantos e quais métodos de comparação foram
empregados?
A pergunta do leitor procede.
Não sou biólogo, antropólogo ou
qualquer outro pesquisador deste ramo do conhecimento. Mas, como cético, filósofo e
apreciador da verdade científica, tenho enorme interesse pelo assunto. Já li vários
artigos e livros (Richard Dawkins, E.O. Wilson, entre outros) sobre o assunto e arrisco
uma explicação bem simples, no melhor estilo "Navalha de Okham".Homo Sapiens e
Homo Neanderthalensis são duas espécies distintas. Ponto pacíf ico. Não há evidência da ascendência destes sobre a nossa espécie. Do
contrário, apenas se fôssemos descendentes dos neanderthais poderíamos herdar alguns de
seus traços genéticos particulares.Todavia é correto afirmar que nós e os
neanderthais compartilhávamos certas características genéticas de uma espécie mais
antiga, desconhecida até o momento, comum a ambas.
Somos parentes, sim, colaterais, mas não em linha reta.
Corrijam-me se estou afirmando bobagens.
Tão relevante quanto a própria pergunta do leitor é a questão
da certeza tão peremptória, consoante as suas próprias palavras. No mundo da ciência
nem todas as certezas são absolutas e devem ser postas à prova incessantemente. n (Jornal
Ciência Hoje).
Estudo mapeia cérebro de beija-flores
Como os humanos, eles aprendem a "falar" por
imitação, graças a estruturas semelhantes
Já conhecidos por sua beleza e capacidade de ficarem parados no ar, os
beija-flores também pertencem a um seleto grupo de animais que, como o homem, aprendem a
"falar" por imitação. Para isso, desenvolveram durante sua evolução
estruturas cerebrais diferenciadas para o aprendizado e execução do canto da espécie.
A constatação é de uma equipe de pesquisadores brasileiros e um
americano que, desde 97, estudaram quatro espécies de beija-flor em uma reserva florestal
no Espírito Santo e em laboratório nos Estados Unidos.
Como as estruturas neuronais relacionadas à fala e ao aprendizado no
cérebro humano são pouco conhecidas, sua identificação em pássaros poderá abrir
caminhos para o estudo de doenças como o mal de Parkinson, diz o neurobiólogo Cláudio
Mello, do Laboratório de Comportamento Animal da Rockefeller University, no Estado de
Nova York, e um dos líderes do estudo, publicado na revista científica Nature.
Os pesquisadores identificaram sete estruturas no cérebro de
beija-flores associadas ao canto, muito semelhantes às também sete estruturas com a
mesma função já localizadas nos cérebros de papagaios e pássaros canoros, apesar das
três ordens de aves terem se desenvolvido independentemente. Para o neurobiólogo Erich
Jarvis, da Universidade de Duke, isso indica que essas estruturas neuronais
(não-presentes em outras aves) também foram desenvolvidas separadamente, impulsionadas
por fatores ambientais.
"Se foi mesmo uma evolução independente, nós praticamente
definimos as estruturas neuronais necessárias para o desenvolvimento da
vocalização," observa Mello. "Há uma grande chance que estruturas semelhantes
tenham se desenvolvido em outros animais." Além das três ordens de aves, apenas
baleias, golfinhos, morcegos e o homem possuem essa habilidade de aprendizado da
vocalização pela repetição de sons emitidos por membros da mesma espécie. Outros
animais já nascem com as intruções para piar ou rugir detalhadas em seu DNA. n (Jornal
Ciência Hoje).
Inteligência
mapeada: Lobo frontal do cérebro é associado
com atividades que exigem raciocínio
Cientistas britânicos e alemães localizaram
a região do cérebro que parece estar mais relacionada com a inteligência, o córtex
frontal lateral, situado no lobo frontal. Segundo os pesquisadores, nesta região foi
registrada intensa atividade cerebral enquanto aplicavam testes que avaliam o grau de
inteligência. A descoberta foi publicada na revista americana Science.
O lobo frontal é a região do cérebro onde atuam os chamados fatores
g, componentes cerebrais que desempenham papel chave nas atividades que exigem o uso da
inteligência.
"Esses componentes estão relacionados com
as principais habilidades mentais", disse o chefe do estudo, John Duncan, do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha.
Os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral de
voluntários, enquanto eles faziam dois tipos de teste: o teste de alto nível de fator g
e o de baixo nível de fator g. O primeiro exige raciocínio analítico e o segundo
envolve perguntas óbvias.
Com o auxílio da técnica Tomografia de Emissão de Positrons
(PET, a sigla em inglês), que identifica a atividade química de órgãos e tecidos, os
pesquisadores compararam as áreas ativadas durante cada teste.
As imagens mostraram que uma porção do lobo frontal, o córtex
frontal lateral, ficava sob intensa atividade quando os testes aplicados eram os de alto
nível de fator g.
De acordo com Duncan, essa concentração de atividade cerebral revela
uma base neural para a inteligência geral, enquanto outras funções do cérebro parecem
estimular diferentes partes do órgão ao mesmo tempo.
O primeiro a propor a noção de inteligência geral foi o psicólogo
britânico Charles Spearman, em 1904, depois de perceber que as pessoas que obtinham alto
número de pontos nos testes de inteligência demonstravam bom desempenho em todas as
áreas cognitivas.
Os cientistas decidiram estudar o lobo frontal porque pessoas que
sofrem lesões nesta região do cérebro costumam apresentar anormalidades e ter
dificuldades de organização e de raciocínio.
Alguns cientistas, no entanto, discordam da metodologia empregada no
estudo. Robert Sternberg, da University of Yale, argumenta que as imagens não revelam por
que o lobo frontal é ativado. "As imagens mostram correlação, mas não
causalidade".
O cientista também critica o uso do fator g como parâmetro para
se medir a inteligência, pois não leva em conta algumas formas de inteligência como a
criatividade. n (Jornal do Brasil).
O segredo
mortal do Ebola foi desvendado
Uma proteína permite ao vírus romper a parede dos
vasos sangüíneos, causando hemorragias externas e internas e levando à morte na maioria
dos casos.
A descoberta, publicada na revista britânica "Nature
Medicine", foi feita nas instituições norte-americanas NIH (Institutos Nacionais de
Saúde) e CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças).
A identificação da proteína, além de ajudar a entender o mecanismo
de ação do vírus, oferece um alvo para pesquisas de medicamentos e de vacinas contra a
doença. O tratamento disponível atualmente para a infecção não é específico, mas
apenas tenta compensar seus efeitos.
A infecção por Ebola é quase sempre fatal. No primeiro surto da
doença, em 76, no Congo (ex-Zaire), das 318 pessoas infectadas, 88% morreram. O segundo
pior surto, em 95, também no Congo, matou 81% dos 315 doentes.
O contagio é fácil e rápido. Ocorre por meio das secreções ou do
sangue de pessoas infectadas.
A proteína identificada danifica as células das paredes dos vasos
sangüíneos. O sangue contido vaza, causando sangramentos internos e externos. Por isso a
infecção é chamada de febre hemorrágica.
Os sintomas mais comuns são febre alta, dores no corpo e no estômago,
cansaço e diarréia. Muitas pessoas apresentam hemorragias nos olhos, nas gengivas e nos
órgãos internos, o que causa vômitos e diarréia com sangue.
Na fase terminal, alem de febre e hemorragia, o paciente entra em
choque por causa da queda da pressão sangüínea. Não se sabe explicar a resistência de
algumas pessoas, cujo sistema imunológico consegue derrotar o vírus.
O estudo identificou o gene que comanda a produção da proteína
"assassina". Segundo Gary Nabel, um dos autores, esse é o principal gene
envolvido na ação do Ebola. Drogas que bloqueiem a ação da proteína poderiam tratar a
doença.
Com uma pequena modificação na estrutura da proteína, os cientistas
já conseguiram impedir sua ação -o primeiro passo na busca de uma terapia. Nabel diz
que agora é preciso descobrir quais proteínas do corpo interagem com a proteína viral.
O Ebola recebeu seu nome por ter sido encontrado na região do rio
Ebola, no Congo, em 76. O único caso, em humanos, registrado fora do continente africano
ocorreu no Reino Unido, com a contaminação acidental de um funcionário de laboratório.
O Ebola, considerado um vírus raro, causa uma das mais violentas
febres hemorrágicas. Nabel disse que infecções virais similares podem ter mecanismo de
ação semelhante ao descoberto por ele.
Uma dessas infecções ocorre no Brasil: a dengue hemorrágica. Os
sintomas são parecidos com os do Ebola: febre, dor de cabeça, tontura, dores musculares,
queda de pressão e sangramentos.
Há quatro tipos de vírus da dengue. Quem já foi infectado por
um e é contaminado por outro desenvolve a versão hemorrágica. A transmissão é feita
pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. n (Jornal
Folha de São Paulo).
Físicos descobrem a partícula tau-neutrino,
após 20 anos de pesquisa
Após 20 anos de procura, cientistas encontraram a primeira evidência
direta de uma das mais esquivas partículas subatômicas da natureza - o tau-neutrino.
O feito, foi obtido por pesquisadores no Fermi National Accelerator
Laboratory (Fermilab), na região de Chicago.
Um dos blocos fundamentais de toda a matéria, o tau é a última das
partículas subatômicas, cuja existência era postulada, a ser confirmada
experimentalmente.
"É um tremendo marco", disse Martin Perl, físico da
Universidade de Stanford, EUA, e vencedor do Prêmio Nobel, que teorizou a existência do tau-neutrino
em 78. "Agora ele foi visto e comporta-se da forma que esperávamos."
Os neutrinos movem-se por todos os lugares à velocidade da luz.
Trilhões passam através de nós a cada segundo. Mas eles estão entre as mais tímidas
das partículas subatômicas, sem carga elétrica e virtualmente sem massa.
O tau-neutrino é o terceiro tipo de neutrino encontrado. Os
primeiros dois - eletron-neutrino e muon-neutrino - foram descobertos em
1956 e 62.
Em 78, a equipe de Perl descobriu outra classe de partícula
subatômica, o tau-lepton. Isso sugeria a existência do tau-neutrino,
porque os neutrinos são precursores dos leptons. n (Jornal o Estado de São Paulo)
Você conhece a sua língua?
Onde está o erro nesta frase:
Que tal irmos na seção das dez para assistirmos ao
filme do Spielberg?
RESPOSTAS
DO IG ANTERIOR
Onde está o erro nesta frase:
Eu concordo com você. A minha idéia vai de encontro com a
sua
"de": significa oposição ou confronto
"ao": significa concordância
Portanto, a frase correta é:
Eu concordo com você. A minha idéia vai ao
encontro da sua
Sugestão de leitura Livro: Todo o mundo tem dúvida, inclusive
você.
Autor: Édison de Oliveira
Curiosidades sobre o calendário
(continuação)
Um dos últimos países no mundo a adotarem o
calendário gregoriano foi a China, em 1912. Ele só começou a ser usado em 1949, depois
da revolução maoísta. O antigo calendário chinês continua em vigor.
Devido às divergências entre as igrejas do Oriente e do Ocidente,
os países balcânicos só adotaram o método gregoriano neste século, caso de Bulgária
(1915), Rússia (1918), Romênia (1919) e Grécia (1924).
A Igreja Ortodoxa russa ainda guia suas festividades pelo antigo
calendário juliano, agora 13 dias atrasado em relação ao gregoriano. Para eles, a
virada de ano ocorre apenas em 14 de janeiro.
Em Roma e na Idade Média, os dias eram contados com base no
primeiro dia (calendae), no quinto ou no sétimo (nonae) e no 13º ou no 15 º (idus).
Assim, 14 de maio era pridie idus (o dia anterior aos idos de maio).
Veneno de
lagarta ativa coagulação sangüínea
Componente da peçonha da Lonomia obliqua age sobre a protrombina
Os primeiros casos de contato com a L. obliqua no
Brasil surgiram em 1989. O veneno da lagarta Lonomia obliqua possui um componente
chamado lopap capaz de ativar o sistema de coagulação sangüínea. A constatação foi
feita pelo bioquímico Cleyson Valença Reis durante pesquisa desenvolvida para o mestrado
da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), sob orientação de Ana Marisa
Chudzinski-Tavassi, do Instituto Butantan. Cursando atualmente o doutorado, Reis está
dando continuidade ao estudo.
A formação do coágulo sangüíneo ocorre ao final de um processo
que, após um trauma, envolve uma série de reações em cascata. Essas reações ativam
enzimas do plasma que em estado normal estão inativas. O lopap age ativando uma enzima
envolvida nas reações finais desse processo, a protrombina, que é transformada em
trombina. A trombina, por sua vez, é a enzima que transforma fibrinogênio em fibrina,
coagulando o sangue.
"O lopap pode ser um novo tipo de molécula ativadora de
protrombina", define Cleyson Reis. Ele parece ser diferente de outras substâncias
com a mesma função já conhecidas, como as que existem em alguns venenos de serpentes.
Ele age diretamente na protrombina. A trombina formada acelera a ativação das proteínas
iniciais do processo de coagulação, que acontece mais rapidamente. Com isso, todos os
fatores de coagulação (substâncias presentes no plasma necessárias para a formação
de coágulos) são usados. A ausência desses fatores faz com que o sangue se torne
incoagulável. Esse quadro é chamado de coagulação intravascular disseminada ou
coagulopatia de consumo.
As pessoas que entram em contato com a Lonomia obliqua
apresentam dor de cabeça, febre, vômito, dor local e hemorragia. O tratamento existente
para as vítimas da lagarta é o soro desenvolvido pelo Instituto Butantan. Um extrato é
feito com as cerdas da Lonomia obliqua e injetado em cavalos que produzem
anticorpos para o veneno. O sangue do cavalo é retirado e dele é produzido o soro.
Quando os primeiros casos de contato com a Lonomia obliqua
surgiram no sul do Brasil, em 1989, pensou-se que o envenenamento fosse semelhante ao
observado pela Lonomia achelous, lagarta que vive na Venezuela e cujo veneno teria
ação fibrinolítica capaz de dissolver coágulos. O tratamento adotado era baseado em
substâncias antifibrinolíticas, que impediam a quebra do fibrinogênio e da fibrina,
protegendo assim os coágulos. Os pacientes brasileiros tratados com essas substâncias
podem ter sua situação agravada, pois elas impedem a dissolução de coágulos, ao passo
que, no envenenamento com Lonomia obliqua, ocorre uma ativação do sistema de
coagulação. n (Revista Ciência Hoje).
FONTES DOS
ARTIGOS
þJornal Folha de São Paulo (FSP)
þ Revista
Época (RE)
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